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Glaucoma – Um Grande Vilão Silencioso

O Glaucoma é uma doença do nervo óptico, quase sempre, causada por uma pressão intraocular elevada para determinado olho. À medida que a lesão do glaucoma progride, ocorre o dano na estrutura do nervo óptico e vai ocorrendo a perda de partes do campo visual, o que pode causar cegueira nos casos avançados.

O nervo óptico é um conjunto de neurônios que levam a visão dos olhos ao cérebro. No glaucoma, ocorre morte acelerada e progressiva desses neurônios, levando o paciente a perder progressivamente seu campo de visão. O nervo óptico vai “perdendo pedaços” aos poucos.

Sempre ouvi dizer que glaucoma é “pressão alta nos olhos”. Isso é verdade?

Nem sempre. Quanto maior a pressão intraocular, maior a chance de a pessoa vir a desenvolver glaucoma. Mas isso não significa que uma pessoa com “pressão alta nos olhos” tenha glaucoma.

Um determinado valor de pressão intraocular pode ser normal para uma pessoa, mas ser alto para outra, causando glaucoma. O valor considerado normal da pressão intraocular é de 8 mmHg a 21mmHg. No entanto, pessoas com pressão abaixo de 21mmHg podem ter glaucoma, da mesma forma que pessoas com pressão acima de 21mmHg podem não ter glaucoma. Por exemplo, uma pressão de 16mmHg pode ser alta para uma determinada pessoa e causar glaucoma, ao passo que uma pressão de 25 mmHg pode não ser alta para outra pessoa, que jamais terá glaucoma. Por isso, somente a medida da pressão intraocular não serve para fazer o diagnóstico de glaucoma. Deve-se examinar, também, o nervo óptico (local da lesão) e fazer o exame de campo visual.

Quem pode ter glaucoma?

A chance de ter a doença aumenta com a idade, sendo comum em pessoas de meia idade e mais comum ainda nos idosos. Pessoas negras têm quatro vezes mais chance de ter glaucoma e ficarem cegas. Histórico familiar de glaucoma também aumenta muito as chances de ter a doença.

Estima-se que 60 milhões de pessoas tenham glaucoma em todo o mundo, sendo 8,4 milhões cegas de ambos os olhos. O crescimento e envelhecimento da população mundial levarão a um aumento ainda maior do número de casos de glaucoma e, consequentemente, de pessoas cegas por glaucoma.

Em países desenvolvidos, metade das pessoas que têm glaucoma  não sabem que têm essa doença. Em países subdesenvolvidos, esse número pode chegar a 90%. Os governos do mundo todo devem ficar atentos ao glaucoma, pois a doença tem controle e, com o tratamento, evita-se a cegueira.

Quais são os sintomas do glaucoma?

O glaucoma é, quase sempre, assintomático (vilão silencioso). Sendo assim, o glaucoma só pode ser detectado no exame oftalmológico, com a análise do nervo óptico, da pressão intraocular e do campo visual. Em alguns raros casos, pode ocorrer a crise aguda de glaucoma, que causa forte dor e embaçamento da visão no olho afetado.

Crianças podem ter glaucoma?

Existe, ainda, um tipo raro e grave de glaucoma chamado glaucoma congênito. Esse tipo afeta crianças e ocorre por causa de má formação no olho, que causa pressão intraocular elevada. Pode se manifestar desde o nascimento ou nos primeiros anos de vida, levando muitas crianças à cegueira. Os olhos ficam grandes por causa da pressão alta e ocorre lesão do nervo óptico, com grave prejuízo à visão.

Deve-se suspeitar de glaucoma congênito em crianças que não abrem os olhos, têm fotofobia (muita sensibilidade à luz) e lacrimejamento.

Como saber se tenho glaucoma?

O glaucoma é, quase sempre, assintomático. Você deve procurar seu oftalmologista periodicamente.

Tratamento

O tratamento do glaucoma é sempre baseado na redução da pressão intraocular e são basicamente dois tipos:


– Colírios para reduzir a pressão intraocular
– Cirurgias para reduzir a pressão intraocular


É muito importante saber que o tratamento do glaucoma não é para melhorar a visão do paciente, mas sim para evitar a piora. A visão perdida pelo glaucoma não é recuperada. O tratamento visa manter a visão como está, ou fazer com que a perda seja mais lenta do que seria sem o tratamento. Mesmo sendo muito bem orientado, o paciente fica desmotivado com esse tratamento, pois não sente melhorar sua visão, que pode ser muito ruim no glaucoma avançado.

O acompanhamento do paciente com glaucoma deve ser periódico, para que o oftalmologista faça as medidas da pressão e veja se está havendo piora do nervo óptico ou do campo visual.

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